banner-top
Prêmios

premios-berlinale
premios-festivalrio
 

 

Clipping

18/08/14
08:19h
Saiu no Correio Braziliense: "Produzido por César Oiticica Filho, documentário de Hélio Oiticica chega às telas de Brasília. 

 

 
Produzido por César Filho, documentário de Hélio Oiticica chega às telasA obra e a vida de Hélio Oiticica, um dos inovadores da arte brasileira contemporânea,

O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. " Paula Bittar - Especial para o Correio -

Publicação: 18/08/2014 08:19 Atualização:

Hélio Oiticica no documentário: rico acervo de imagens resgatadas no Brasil e em outros países (Guerrilha Filmes/Distribuição)  
Hélio Oiticica no documentário: rico acervo de imagens resgatadas no Brasil e em outros países

Depois de dois anos de exibições em festivais de cinema nacionais e internacionais, o documentário Hélio Oiticica entra em cartaz. Apesar do importante legado e imensurável acervo, a maior parte da população brasileira desconhece a obra do artista que extrapolou conceitos sedimentados e inaugurou um novo ciclo da arte contemporânea no Brasil. O filme dirigido e roteirizado por César Oiticica Filho, sobrinho do artista e curador de sua obra, ficou pronto no fim de 2012. Ganhou os prêmios Caligari e Fipresci de Crítica Internacional do Festival de Berlim 2013. Estreia nas salas de cinema de várias cidades do país com um objetivo: apresentar o Hélio Oiticica para os brasileiros.

O documentário é o primeiro trabalho cinematográfico de César Filho. O desafio resultou em um mosaico de imagens e sons. O diretor conseguiu por meio de material de arquivo e novas filmagens organizar uma linha cronológica das fases criativas e mais produtivas do artista. É, praticamente, impossível distinguir o que é original e o que não é. São cápsulas do tempo que ficaram perdidas ao longo dos anos. O mérito do filme é deixar Hélio Oiticica contar com suas palavras quem ele é. “Começamos a montar o filme pelo áudio, porque a minha ideia sempre foi essa de deixar o Hélio falar”, diz.

Leia mais notícias em Diversão & Arte

No longa, todo o áudio foi gravado pelo próprio artista. A voz revive a figura emblemática do homem que viveu apenas 43 anos. Conversas com alguns amigos e parceiros também estão no filme, tais como Glauber Rocha, Haroldo de Campos e Julio Bressane. Diálogos de outros tempos ganham novo contexto para construir a personalidade de Oiticica. “Queríamos dar voz a ele, principalmente, em um momento que os artistas precisam de tradutores, curadores. Essa mediação, às vezes, traz todo um problema de ruído de mercado, da própria formação e da academia. Hélio era um artista que não cabia nessas caixas. É tanto material que ele deixou que dava para fazer outro filme”, revela o diretor.

O documentário

Pesquisando filmes feitos em super-8 pelo artista, César Filho teve a ideia de fazer um longa com o material. “Eram rolos e rolos do período do Quasi Cinema, principalmente, de Nova Iorque. Queria colocar público no olho do artista para enxergar o que ele viu. Colocar o Hélio na cabeça das pessoas para ouvir os pensamentos dele de uma forma bem direta e coloquial. Muito melhor que em um livro. A parte difícil foi fazer com que as pessoas acreditarem na ideia. Ninguém sabe se você é cineasta ou maluco”, afirma.